Uma Mãe de Primeira Viagem e seus desafios, da gestação ao pós-parto…

E de repente, Mãe!

Durante nove meses vivi um sonho. A geração de uma vida daqui de dentro me fez sentir a pessoa mais especial deste mundo.

Como é incrível a nossa capacidade… Até então eu nem sabia que poderia!

Não pensei que engravidaria tão rápido como foi. Quando decidimos, planejamos, logo aconteceu!

Então vieram as comemorações! Quase explodimos de tanta felicidade, os avós então nem se fala.

Foram 9 meses de muito amor. Aaaaaah! Como é bom estar grávida. Rssss

Sério! Apesar das dores nas costas, dificuldade para dormir com o barrigão, náuseas… E algumas vezes outros poréns que alguns passam… Ah! Me esqueci do sono que dá! Rss Você é tratada como uma princesa.

Tudo o que vamos fazer… “Não! Você tá grávida, fulano faz”

Ou… “Não comenta com ela, está grávida e não pode se estressar… Faz mal ao bebê!”

Os desejos por comidas (Não tive muitos) realizados… Colocam até almofada nas suas costas para que você fique confortável, mandam você descansar, querem cuidar da sua alimentação… iiiiiih… Uma paparicação só. Hahaha

E então o bebê nasce!

Um momento mágico sim… Porém, ele saiu de você mamãe! Nasceu para o mundo!

Você se preparou para isto? Ou só pensou em tê-lo em seus braços? Só no seus braços?

Quando ouvi seu choro pela primeira vez, quase morri de tanta felicidade. Ao mesmo tempo paralisei, sabe quando a gente fica sem reação?

Comigo foi assim. Logo ele veio ao meu encontro, e fiquei admirando seu rostinho, seu chorinho, louca para levantar, pegar ele nos braços, aaaaa… Tanta coisa passou pela minha cabeça… Será que ele vai gostar do meu colinho? Será que vou ser boa o suficiente para ele?

Aquela criaturinha, que fiquei durante 9 meses idealizando de como seria, sonhando… Pensando em ser o melhor, dar o melhor do meu amor… Estava ali. E agora? Por onde começo?

Então o pediatra do parto o segurando ao meu lado, sugeriu: “Conversa com ele mamãe”

E Assim soube a primeira coisa a fazer. Rsss Uma emoção tão grande tomou conta do meu peito, e tanto tinha a dizer a ele, a fazer para ele, a viver com ele a partir dali… Que até um branco engraçado me deu…

Fui para o quarto depois de alguns longos e inacabáveis minutos isolada de observação em uma sala.

Lá estavam todos felizes em conhecer o novo integrante da família… E eu? Cansada… Confusa… Mas cheia de amor pra dar. Rsss

A partir deste momento, a maior parte da atenção dada se voltou para o bebê… Claro!

E você? Você precisa dividir o recém-nascido com as pessoas ali presentes, estar com um bom humor, sorrir para as visitas.

Então alguém lhe ajuda a arrumar o seu cabelo, dar um tapa no visual, o que não resolve muita coisa neste momento…

“Ah mas as pessoas entendem se você estiver em um estado deplorável, pois sabem o que você está vivendo…” Pode até ser. Mas a questão não é esta, e sim a sua autoestima que cai nesta fase. Por isto o repouso e o respeito ao tempo da mamãe a se recuperar deste turbilhão de informações, dores físicas, emocionais, é fundamental para ajudar.

É… Poucas vezes se importam se você acabou de fazer uma cirurgia, esta abatida… “Mas, e dai? Você supera. Toda mãe passa por isto não é mesmo?”

Feliz está é claro, afinal acaba de nascer o amor da sua vida! Mas, como disse, a mistura de emoções, de dúvidas, medos, inseguranças, que brotam em alguém que acaba de se tornar mãe, são inúmeras. E quando bate aquele ciúme do recém-nascido, quando lá ele se vai de colo em colo sem o seu consentimento?

Cada uma reage se um jeito. Mas, por dentro, sabemos que esta mudança na vida pela primeira vez, da uma mexida com todas sim. Não adianta negar.

Algumas vezes você acaba sendo injusta com as pessoas que você ama, ingrata, e acontece! A gente erra com tudo isto.

Talvez porque todos ficam tão a flor da pele com o amor que acabam de conhecer e é tanto amor, que alguns acabam saindo machucados desta história toda. Principalmente a mãe!

Quem sabe da parte de alguns, uma simples pergunta como: Posso ir ai? Vou atrapalhar?

Ou…

Você quer dormir? Qual o melhor momento? quer que saímos para que possa amamentar tranquila? Quer ficar um pouco sozinha? Posso pegar ele no colo?

Fizesse a diferença, e evitariam chateações.

Como disse, cada uma reage de um jeito diante de tudo isto. Algumas querem logo em seguida ver todas as visitas (Conheço raras mães que pensam assim, ou fazem de conta para não serem “chatas”), outras querem dar um tempo para a adaptação… E como todos somos diferentes, as pessoas precisam compreender. Segurar a ansiedade, e respeitar o tempo da família. Cada um tem o seu tempo.

É um momento de alegria sim! Mas, dependendo pode se tornar um momento de estresse e brigas desnecessárias. Um fato que não podemos fechar os olhos.

Tome cuidado Mamãe! Cuide de você primeiro, para depois se preocupar com o que os outros pensam a seu respeito. Cuide de sua mente, da sua felicidade, do seu momento que é seu e de sua família. Esta tudo bem com você? Então pronto, agora sim você está pronta para compartilhar este momento com as outras pessoas.

O Diálogo… A Privacidade… Como perdemos a privacidade…

Algumas pessoas sem tanta intimidade, vão para a maternidade conhecer o bebê na loucura da ansiedade, sem ao menos saber o que pensa a mãe a respeito.

Muitos querem dizer o que você deveria fazer com seu filho, querem dar o seu valioso conselho, mas por instante algum vem a pergunta: ” Como você acha melhor mamãe?”

Aahhh esta pergunta valiosa…

E quando aquela pessoa pega seu bebê no colo sem ao menos perguntar se pode, e diz: “Não se preocupe mamãe! Já tive 3!”

A Ganância (Posso chamar assim? ) para curtir o novo integrante, é tanta, que a mãe fica ali esquecida, com seus hormônios a todo vapor.

Com sede ao pote chegam e saem pessoas para conhecer o bebê, e você? 

Sorri, e novamente sorri. É o que te resta neste momento… Caso contrário, como você é chata e mal educada em!?

Se você mamãe, não aprovar que façam algo com seu filho, tome cuidado! Diga com jeitinho para não magoar ninguém! As pessoas estão sensíveis e podem se chatear caso você diga o que sente, e de como gostaria que pegassem seu bebê por exemplo. Alguns não gostam, se sentem ofendidos por terem mais filhos e uma ampla experiência ao contrário de você.

Você Mãe, carregou seu filho por 9 meses, e perde a chance de dizer o que é importante para você, seu bebê, sua família que acaba de crescer.

A sensação de sufocamento, de vontade de gritar e dizer: “NÃO! CHEGA! EU NÃO QUERO ISTO PARA MEU FILHO!” É tanta… E só cresce… E então você chora, chora…

Vem o sentimento de culpa pela sua incapacidade de falar, vontade de sair correndo…

Mas não! Você não pode perder a cabeça! Afinal, precisa de ajuda e precisa aceitar tudo o que está acontecendo. Está com dores de uma cesárea, e precisa de ajuda de fato.

PARA TUDO!

Não permita que tudo isto aconteça com você! Não tenha medo de falar o que sente. Fale, se imponha! Você é a mãe! Tudo tem o seu jeito de dialogar, com respeito e carinho tudo ficará bem. As pessoas que te amam jamais irão te abandonar neste momento se precisar.

Só você saberá o que é melhor para o seu filho, só você o conhecerá tão bem, mesmo não tendo ainda experiência, quando nasce o bebê nasce uma mãe! Junto com seu instinto materno…

Se parecer chato, e dai? Você é a mãe.

Mostre o seu lugar por mais que seja dolorido para alguns.

Lembre-se! Primeiro você e seu filho. A alegria de vocês, o bem-estar, e se não está feliz com algo, FALE! Sem Rodeios!

Tenho pensado muito que esta foi a pior parte da maternidade para mim. Lhe dar com esta situação. Mas, se for olhar por outros olhos, talvez não seja assim.

Os avós, amigos, parentes… Não pensam e não fazem ideia do que sentimos naquele momento. Então, apenas com o sentimento de curiosidade e euforia, vão de encontro ao bebê tanto para poupar a mãe que ali se encontra cansada, insegura e precisando de fato de ajuda, quanto para dar amor…

A intenção é das melhores, e a realidade é que tudo tem o seu lado bom sim…

Hoje, mais tranquila com toda esta situação nova… Reconheço que, se estivesse mais relaxada, calma… Talvez eu sofresse menos. Tive receio de me impor muitas vezes, até tomar consciência de que o importante era o meu bem estar com todas as situações e do meu filho. O restante das pessoas só tinham um dever: Respeito.

Mas no momento não pensamos em tantas coisas assim… Talvez por medo de magoar quem amamos e com tanto carinho estão juntos de nós ali, acabamos muitas vezes deixando passar nossos sentimentos… Queremos paz entre todos (Eu sou assim), e guardar o que se sente, calar, é o pior a se fazer. Ou até quando falava algo, e alguém fazia cara feia, me doía no peito demais…

Só pensamos que queremos mesmo é ter uma amamentação tranquila, queremos silêncio, queremos um pouco de paz no pós-parto… Para admirar nosso filho que acaba de chegar, refletir sobre tudo o que está acontecendo, viver intensamente, aprender diariamente (O Nosso jeito próprio de cuidar), tomar nossas decisões de mãe e de pai, sem interferências.

Estes problemas que temos na maternidade, não fazem esta fase perder o seu brilho, claro! Mas, são detalhes a se pensar, que deveríamos todos refletir mais. Todos! Nós mães, futuras mamães, pensando no lado dos outros envolvidos por agirem de tal forma… Os avós, e envolvidos ali presentes principalmente, pensando no lado da nova mãe que acaba de nascer, do novo pai, entendendo o lado de cada um, entendendo as necessidades do momento de cada, compreender o quão difícil e novo está sendo tudo para esta família que acaba de se formar. Aos que já passaram por tudo isto um dia, e terem mais experiência com a situação, saberem como ficam as emoções, e o quanto uma nova mãe fica sensível, entender, passar tranquilidade. Assim, este momento talvez fosse ainda mais lindo sendo harmônico entre todos.

Afinal, é um momento de amor à vida!

Beijos,

Priscilla

(Texto por: Priscilla Stallbaum Lopes)

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Assista também ao vídeo: “3 Dicas para Receber Visitas no Pós-Parto!” e Inscreva-se no Canal do YouTube.

 

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